
🌿 Morfologia
🌞 Condições de cultivo
🌍 Origem e família
🌾 Usos
Atenção: Apesar do cuidado na elaboração desta ficha, é essencial consultar diferentes fontes antes de usar ou consumir qualquer planta. Em caso de dúvida, consulte um profissional qualificado
Usos em permacultura
A amora-silvestre é uma excelente fonte de alimento para a fauna local, atraindo polinizadores e aves. Os frutos são deliciosos e podem ser consumidos frescos, em compotas, geleias, sumos e sobremesas. As folhas podem ser utilizadas para fazer um chá com propriedades medicinais, tradicionalmente usado para aliviar problemas digestivos e inflamações. No jardim, a amora-silvestre pode ser utilizada como planta pioneira, ajudando a melhorar a estrutura do solo e a suprimir ervas daninhas. Os seus espinhos podem servir como barreira protetora para outras plantas mais vulneráveis.
Descrição Permapeople
A framboesa-vermelha-americana ( Rubus strigosus, syn. Rubus idaeus var. strigosus) é uma espécie de framboesa nativa da América do Norte. É um arbusto decíduo que atinge 1–2 m de altura, frequentemente formando touceiras densas por meio de brotos radiculares. Os caules são bienais, produzindo apenas crescimento vegetativo no primeiro ano, e florescendo e frutificando nos canos do segundo ano.
Descrição botânica
Rubus strigosus, conhecida popularmente como amora-silvestre ou framboesa-brava, é uma espécie de arbusto frutífero pertencente à família Rosaceae. É nativa da Europa e da Ásia, mas naturalizou-se em diversas regiões do mundo. Apresenta caules lenhosos, geralmente arqueados ou prostrados, cobertos de espinhos. As folhas são compostas, com folíolos ovais e serrilhados. As flores são brancas ou rosadas, pequenas e reunidas em inflorescências. Os frutos são agregados, formados por pequenas drupas vermelhas ou escuras, com sabor doce-acidulado. A planta pode atingir entre 1 e 2 metros de altura.
Consorciação
A amora-silvestre beneficia da companhia de plantas como a capuchinha (Tropaeolum majus), que repele pragas, e a erva-doce (Foeniculum vulgare), que atrai polinizadores. Evitar o plantio próximo de plantas da família das solanáceas (tomate, batata, beringela), pois podem ser suscetíveis a doenças comuns. A amora-silvestre também não se dá bem com a hortelã (Mentha spp.), pois a hortelã é uma planta muito invasiva e pode competir por recursos.
Métodos de propagação
A amora-silvestre pode ser multiplicada por diversas formas. A mais comum é por sementes, que devem ser estratificadas a frio durante o inverno para quebrar a dormência. Também pode ser propagada por estacas lenhosas, que devem ser plantadas em substrato húmido e mantidas em ambiente protegido até enraizarem. Outra forma de multiplicação é por rebentos, que surgem a partir das raízes da planta-mãe. Estes rebentos podem ser separados e transplantados para um novo local. A divisão das touceiras também é uma opção, especialmente em plantas mais maduras.
História e tradições
A amora-silvestre tem sido utilizada desde tempos remotos na medicina tradicional e na alimentação. Na Europa, era considerada uma planta sagrada, associada a divindades e rituais. Os frutos eram utilizados para tratar diversas doenças, como inflamações, problemas digestivos e feridas. As folhas eram utilizadas para fazer infusões com propriedades adstringentes e anti-inflamatórias. Na culinária, a amora-silvestre era utilizada para fazer compotas, geleias, licores e sobremesas. A sua importância cultural e económica tem sido reconhecida ao longo dos séculos.
Calendário de uso
A floração da amora-silvestre ocorre geralmente na primavera, entre abril e junho. A frutificação ocorre no verão, entre julho e setembro, dependendo das condições climáticas. A colheita dos frutos deve ser feita quando estiverem maduros e com a cor característica. A planta pode ser plantada no outono ou na primavera. A poda deve ser feita no final do inverno, para remover os ramos secos ou danificados e estimular o crescimento de novos ramos. A adubação pode ser feita na primavera, com composto orgânico ou esterco bem curtido.