
🌿 Morfologia
🌞 Condições de cultivo
🌍 Origem e família
🌾 Usos
Atenção: Apesar do cuidado na elaboração desta ficha, é essencial consultar diferentes fontes antes de usar ou consumir qualquer planta. Em caso de dúvida, consulte um profissional qualificado
Usos em permacultura
O Pittosporum crassifolium é principalmente utilizado como quebra-vento e barreira visual devido ao seu crescimento denso e rápido. As folhas podem ser usadas para infusões medicinais, embora com moderação. A madeira é valorizada para artesanato e pequenas construções. No jardim, atrai aves e insetos benéficos, contribuindo para a biodiversidade.
Descrição Permapeople
Pittosporum crassifolium, comummente designado caro, é uma árvore pequena ou arbusto nativo da Nova Zelândia. É uma planta ornamental popular, conhecida pelas suas folhas coriáceas, de verde-escuro, e flores fragrantes de cor vermelho-escuro. É frequentemente utilizada como sebe ou barreira de proteção.
Descrição botânica
O Pittosporum crassifolium é um arbusto ou pequena árvore perene nativa da Nova Zelândia. Atinge geralmente entre 2 a 5 metros de altura, embora possa crescer até 10 metros em condições ideais. As folhas são coriáceas, espessas, ovais a lanceoladas, com margens inteiras e uma coloração verde-escura brilhante. As flores são pequenas, amareladas e perfumadas, agrupadas em inflorescências terminais. Os frutos são cápsulas lenhosas que contêm sementes pegajosas, dispersas por aves. É uma planta dioica, ou seja, possui indivíduos masculinos e femininos separados.
Consorciação
O Pittosporum crassifolium beneficia-se da companhia de plantas que atraem polinizadores, como lavanda e alecrim. É um bom companheiro para plantas que necessitam de proteção contra o vento, como árvores frutíferas e hortaliças sensíveis. Evitar o plantio próximo a plantas que exigem solos muito secos, pois o Pittosporum prefere solos húmidos e bem drenados.
Métodos de propagação
O Pittosporum crassifolium pode ser multiplicado por sementes, embora a germinação possa ser lenta e irregular. O método mais comum e eficiente é a propagação por estacas semi-lenhosas no final do verão ou início do outono. As estacas devem ser tratadas com hormônio enraizador para aumentar a taxa de sucesso. Também é possível propagar por divisão de raízes em plantas mais maduras.
História e tradições
Os Māori, o povo indígena da Nova Zelândia, utilizavam o Pittosporum crassifolium para diversas finalidades. As folhas eram usadas para fazer cestos, cordas e esteiras. A casca era utilizada para fins medicinais, principalmente para tratar feridas e inflamações. A madeira era empregada na construção de ferramentas e utensílios. A planta tinha um significado cultural importante, associado à proteção e à cura.
Calendário de uso
A floração ocorre geralmente na primavera (setembro a novembro). A poda de formação pode ser realizada no final do inverno ou início da primavera. A colheita das folhas para uso medicinal pode ser feita durante todo o ano, mas é preferível colher as folhas mais jovens. A plantação é ideal na primavera ou outono, evitando os períodos de geada.